O Pedagogo, sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis no âmbito escolar

Sexualidade e DST no âmbito escolar
Sexualidade e DST no âmbito escolar

Educação e Pedagogia

25/10/2014

O Pedagogo,  sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis no âmbito escolar -  Como trabalhar

 

As doenças sexualmente transmissíveis, assim como o HIV, devem sim estar no conteúdo a ser abordado pelo professor e pela escola. No entanto, o trabalho deve-se iniciar logo nos primeiros anos do ensino fundamental, mostrando aos alunos a partir do 2º ano o funcionamento do seu corpo no que tange o gênero homem, mulher, pois é nesta fase que começam os primeiros sinais que visivelmente diferenciam meninos de meninas. Muitos podem achar cedo abordar essas questões com alunos dessa faixa etária, porém, o que não aprendem corretamente na escola com fundamentação, aprenderá em outros ambientes sem valores fundamentados na realidade.


Hoje os conteúdos são fragmentados e não se trabalham projetos que efetivem uma fundamentação para o trabalho com a sexualidade e seu eixos, pois é realizado com superficialidade, não efetivando o conhecimento que o educando deve ter sobre o assunto, ocorrendo que muito do que se aprende fica como banal, já que a mídia ou o contexto social e até mesmo familiar que está inserido lhe traz informações errôneas tidas como verdadeiras. Acredito que para um ensino efetivo deve-se insistentemente trabalhar a sexualidade, DST’s, AIDS, drogas e outros males à saúde de modo adequado desde os primeiros anos, ou seja, como parte integrante do currículo escolar, não somente como temas transversais que os professores trabalham com superficialidade para cumprir calendário escolar, deve conter no Projeto Político Pedagógico da escola.


Segundo o PCN – Temas transversais – Ética: Orientação Sexual deve ser entendida como um processo de intervenção pedagógica que em como objetivo transmitir informações e problematizar questões relacionadas à sexualidade incluindo posturas, crenças, tabus e valores à ela associados. O trabalho de Orientação Sexual visa propiciar aos jovens a possibilidade do exercício de sua sexualidade de forma responsável e prazerosa. Seu desenvolvimento deve oferecer critérios para o discernimento de comportamentos ligados à sexualidade que demandam privacidade e intimidade, assim como reconhecimento das manifestações de sexualidade passíveis de serem expressas na escola. Propõem-se três eixos fundamentais para nortear a intervenção do professor; Corpo Humano, relações de gênero e Prevenção às doenças sexualmente transmissíveis/ AIDS (PCN pág. 28).


Para que isso ocorra se faz necessária uma parceria com o setor de saúde para um trabalho colaborativo e concreto, não somente para os educandos, mas para toda a comunidade escolar, principalmente os pais que são os exemplos para essas crianças, no entanto, como descrevi anteriormente a escola sendo conteudista acaba por ser superficial acerca destes temas, pois  o próprio educador não está totalmente preparado para abordar tais assuntos tão inerente nos dias atuais. Assim, havendo uma parceria escola e saúde o processo de ensino seria mais efetivo para alunos e toda a comunidade escolar, desse modo, a eficácia com a conscientização e prevenção seria mais contundente diante da realidade que presenciamos no âmbito escolar.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Fernanda Moliterno

por Fernanda Moliterno

Pedagoga, formada pela instituição FATEA - Faculdades Integradas Teresa D'avila, trabalho como Instrutor Técnico em informática Educacional - Fundamental I

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