O aluno especial em classe regular de ensino

O aluno especial em classe regular de ensino
O aluno especial em classe regular de ensino

Educação e Pedagogia

03/08/2014

As matrículas das crianças com deficiência, nas classes regulares do ensino, não significa inclusão, elas podem estar ali, mas excluídas do processo pedagógico e até mesmo das relações sociais no grupo no qual estão inseridas.


Na sociedade, o paradigma da inclusão não se modifica pela imposição da lei. São necessárias transformações nas concepções de educação e de homem, assim sendo, quando tivermos alunos matriculados em classes regulares não continuem excluídos do desenvolvimento pedagógico e social.


A concepção de escola que temos hoje é de escola pública de qualidade para todos, que tendem a promover o atendimento às diferenças e necessidades de aprendizagem. Se nos atentarmos para o paradigma que temos são: paradigma especial e paradigma inclusivo, encontramos algumas teorias que não correspondem à realidade vivida em sala de aula, como por exemplo, educadores preparados para oferecer ensino de qualidade a qualquer criança, é fato encontrarmos professores que desconhecem a deficiência de seu aluno, assim como suas particularidades, deixando então a desejar o ensino de qualidade.


É necessário que a Educação Especial deixe de ser um subsistema que se ocupa de um determinado tipo de alunos com deficiências, para converter-se num conjunto de sérvios e de recursos de apoio, orientado para a educação regular, em benefício de todos os aprendizes. Não é tarefa fácil, mas também não se trata de algo impossível.


É sabida a existência de diversos programas de inclusão, como as Salas de Recursos Multifuncionais, O Programa Escola Acessível, O Programa BPC nas Escolas que prevê o Acompanhamento e Monitoramento do Acesso e Permanência na Escola dos Beneficiários do Benefício da Prestação Continuada da Assistência Social, O Projeto Livro Acessível, O Programa INCUIR – Acessibilidade na Educação Superior, o PROESP – Programa de Apoio à Educação Especial, o PROLIBRAS que certifica profissionais para o ensino da Língua Brasileira de Sinais, o CAP, CAS e NAAH/S que são Os Centros de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiências, ou seja, programas não nos faltam o que realmente precisamos é de uma política que saia do papel e que percorra, os lares destes alunos e a realidade enfrentada pelos professores em sala de aula.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Gislaine de Fatima Siqueira

por Gislaine de Fatima Siqueira

Nascida em 28/04/1983, Gislaine é professora de Língua Portuguesa de redação e literatura, formou-se em Letras pela UFMS em 2012. A colunista é Psicopedagoga e especialista em Educação Especial. E-mail para contato: professoragislaine28@gmail.com

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