Radiografia panorâmica - Odontologia

Por meio desse exame o dentista pode visualizar todos os dentes
Por meio desse exame o dentista pode visualizar todos os dentes

Odontologia

12/02/2014

A ortopantomografia, frequentemente denominada radiografia panorâmica, constitui um método auxiliar de diagnóstico que permite a visualização de todas as estruturas do complexo maxilomandibular, conferindo, portanto, sua utilidade em todas as especialidades. Sua ampla cobertura da área e a projeção das estruturas anatômicas com reduzida superexposição se caracterizam por ser uma projeção, que mostra uma visão de conjunto dos elementos dentários implantados nos respectivos maxilares e estruturas vizinhas, tais como: seios maxilares, fossas nasais, articulação temporomandibular, processo estiloide, osso hioide, espaços aéreos faringianos, além da baixa dose de radiação.

São algumas das vantagens para sua aceitação, fatores relevantes à Odontologia, de forma que o próprio nome sugere a visualização de um panorama geral do sistema estomatognático. A simplicidade de operação dos aparelhos e o grande número de informações obtidas, em conjunto com o conforto para o paciente e, como já dito anteriormente, uma pequena quantidade de exposição à radiação, fazem da ortopantomografia um instrumento muito utilizado na Odontologia e em especial na Ortodontia, que desenvolveu métodos para utilizá-la na avaliação das angulações dentárias mesiodistais.

A busca pela angulação dentária mesiodistal semelhante à da oclusão normal deve-se ao fato dessa oclusão apresentar harmonia entre os componentes do sistema estomatognático. Nesses casos, os longos eixos dentários apresentam-se, de acordo com sua localização no arco, angulados com as raízes para distal em níveis variados. O espaço para cada dente varia conforme essas angulações, que geram contatos proximais justos, além de um relacionamento adequado no sentido anteroposterior, quando as angulações mesiodistais encontram-se inadequadas.

A possibilidade de ocorrência de reabertura de espaços fechados por meio do tratamento ortodôntico aumenta, em decorrência do paralelismo radicular incorreto. O aumento dessas angulações pode, ainda, compensar certas discrepâncias de tamanho dentário interarco e aperfeiçoar a estabilidade do alinhamento dentário na região anteroinferior. É um exame útil e bastante prático para complementar o exame clínico no diagnóstico das doenças dos dentes (cáries ou doenças endodônticas) e dos ossos da face.

Por meio desse exame o dentista pode visualizar todos os dentes de uma só vez, inclusive os que ainda não estão erupcionados, cáries, fraturas dentais, infecções ou outras doenças dos ossos que sustentam os dentes podem ser consideradas e, muitas vezes, diagnosticadas. Praticamente no diagnóstico de todas as lesões dos ossos da maxila e mandíbula, por meio desse exame, pesquisam-se reabsorções ósseas e radiculares, cistos, tumores, inflamações, fraturas pós-acidentes, distúrbios da articulação temporomandibular (que causam dor na região de ouvido, face, pescoço e cabeça) e sinusite. É comum solicitá-lo também como exame pré-operatório em cirurgias dos dentes e ossos.

O odontopediatra pode fazer o “pré-natal” dos dentes, examinando-os mesmo antes que eles erupcionem, podendo analisar sua localização, forma, angulação e a presença de dentes extranumerários (dentes que excedem o número normal) ou agenesia (falta do germe dentário) e assim prevenir ou atenuar futuros problemas estéticos e/ou relacionados à Articulação Temporomandibular (ATM). O estudo dos ossos na procura por lesões intraósseas, como cistos e tumores, também faz parte de uma boa odontologia preventiva.

Denomina-se de elipsopantomografia, uma vez que consiste no resultado de um movimento contínuo do centro de rotação do aparelho, seguindo um percurso de padrões semiolípticos, possibilitando uma imagem radiográfica rica em detalhe. Dentre suas aplicações podemos utilizá-la na interpretação radiográfica inicial de uma suspeita de fratura mandibular, particularmente naquela localizada na região do corpo, incidência de grande auxílio na avaliação radiográfica da evolução do tratamento empregado em uma fratura mandibular.

A) lateral oblíqua da mandíbula (ramo ascendente e ângulo, corpo):

Uma das técnicas mais empregadas e conhecidas, sendo que sua imagem radiográfica permite uma visão segura das fraturas nas regiões de ramo ascendente, ângulo e corpo; define claramente a natureza dos segmentos ósseos deslocados. Nos casos de fratura mandibular em que não é possível executar uma radiografia panorâmica devido à impossibilidade do posicionamento ereto do paciente, pode-se aplicar a incidência lateral oblíqua da mandíbula para ramo ascendente e ângulo.

B) posteroanterior da mandíbula:
Indicada para uma observação com detalhe do deslocamento do segmento de uma fratura do ângulo mandibular, deslocamento do côndilo fraturado em relação ao ramo ascendente, da fratura na região sinfisária, como também de fraturas oriundas de processos patológicos, destruição do tecido ósseo e abaulamento das corticais.

C) transorbital:
Esta incidência é para a interpretação radiográfica de uma fratura condilar. Procura-se avaliar o grau de deslocamento em relação ao plano sagital mediano. Permite observar o relacionamento anteroposterior do côndilo mandibular com as suas estruturas adjacentes.

D) Panorâmica Especial para ATM
Tem a finalidade de melhor evidenciar o processo condilar em duas posições: abertura máxima (AM) e máxima interdigitação cuspidária (MIC), em ambos os lados, específica para análise da estrutura condilar.

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Colunista Portal - Saúde

por Colunista Portal - Saúde

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