Citologia esfoliativa

O material pode ser coletado das mais diversas lesões bucais
O material pode ser coletado das mais diversas lesões bucais

Odontologia

13/02/2013

Os recursos semiológicos de que dispõe o cirurgião-dentista permitem a elaboração do diagnóstico com o auxílio, na maior parte das vezes, de exames complementares de fácil execução.

A citologia esfoliativa fundamenta-se na possibilidade de analisar as células que se descamam fisiologicamente da superfície epitelial devido ao processo de renovação constante das células indiferenciadas da camada basal.

O material pode ser coletado das mais diversas lesões bucais, com o uso de espátulas de madeira ou escovas (do tipo cytobrush). O material deve ser imediatamente transferido para lâminas e fixado em álcool 95%. Imprescindível que as lâminas contenham a identificação do paciente e sejam acompanhadas por um breve resumo clínico.

As lâminas obtidas com o uso da citologia esfoliativa devem ser acondicionadas em recipientes próprios. Depois de fixadas e processadas, as células podem ser coradas por diversas técnicas, como papanicolau, hematoxilina-eosina, PAS, Grocott, entre tantas outras em um laboratório de Patologia.

O resultado da citologia esfoliativa é fornecido de acordo com o código de classificação do esfregaço apresentado por Papanicolaou & Traut e modificado por Folson & col.:

CLASSE 0 - material inadequado ou insuficiente para o exame.

CLASSE I - células normais.

CLASSE II - células atípicas, mas sem evidências de malignidade (decorrente de processo inflamatório).

CLASSE III - células sugestivas, mas não conclusivas de malignidade.

CLASSE IV - células fortemente sugestivas de malignidade.

CLASSE V - citologia conclusiva de malignidade.

Trata-se de um método simples, praticado sem anestesia e material cirúrgico. Esse procedimento, além de resguardar o paciente do estado de ansiedade, situação comum na realização do ato cirúrgico da biópsia, reduz o temor do câncer.

Por outro lado, ele revela apenas lesões superficiais, e o diagnóstico não pode ser fundamentado como resultado positivo, pois, nesse caso, a biópsia é indispensável para a confirmação definitiva, uma vez que a citologia esfoliativa fornece cerca de 20% de resultados falso-negativos.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


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