Equoterapia

Os BENEFÍCIOS MOTORES E FUNCIONAIS NA EQUOTERAPIA
Os BENEFÍCIOS MOTORES E FUNCIONAIS NA EQUOTERAPIA

Fisioterapia

17/04/2014

RESUMO

A palavra EQUOTERAPIA foi criada para caracterizar todas as práticas que utilizam o cavalo, com técnicas de equitação e atividades equestres, objetivando a reabilitação e/ou educação de pessoas com deficiências ou necessidades especiais. Para se manter no cavalo, em qualquer condição, o praticante necessita de alguns componentes posturais do tipo: equilíbrio, coordenação motora e o uso adequado e eficiente de sua musculatura, pois a prática da equoterapia objetiva benefícios de ordem física, psíquica, educacional e social de pessoas com necessidades especiais. A Fisioterapia na Equoterapia tem como finalidade proporcionar ao praticante portador de deficiência a prevenção e o tratamento de patologias, bem como a reabilitação e desenvolvimento de seu estado atual através do uso do cavalo, principalmente através do movimento tridimensional e multidirecional. Objetivo: analisar os benefícios motores e funcionais através da equoterapia e como esse método ajuda na reabilitação desses pacientes para assim ter um melhor entendimento sobre o assunto.


1. INTRODUÇÃO

A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo nas áreas da saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsciossocial de pessoas portadoras ou não de deficiência ou necessidades especiais. [1]


Teve início Brasil em 1983 com a criação da Escola de Equitação tendo como objetivo uma união do centro de Equitação com a Hípica de Brasília, cujo objetivo inicial era oferecer novos caminhos na educação de crianças e jovens, um recurso a mais para o processo de aprendizagem [2]


A equoterapia é uma área nova no país e deve se dedicar à investigação científica, para que se comprovem cientificamente seus benefícios e se possa tratar as pessoas de forma inovadora e prazerosa, não se limitando somente a atendimentos em clínicas e salas fechadas, onde muitas vezes o paciente se sente desanimado a continuar com o tratamento.[1]


A grande vantagem da utilização do cavalo é que o praticante é incapaz de gerar os movimentos por si só. O cavalo gera os movimentos e os transmite ao cavaleiro, desencadeando o seu mecanismo de resposta. Apesar dos movimentos se processarem de maneira rápida, não impedem o seu entendimento pelo cérebro humano.[2]


A primeira manifestação de um ser humano que está a cavalo é o ajuste tônico. Embora aparente imobilidade quando está parado, na verdade o cavalo nunca está totalmente imóvel. Todos os cavalos executam movimentos para se locomover, utilizando suas patas. Esses movimentos são chamados de andaduras ou andamentos.[3]


São vários os profissionais envolvidos na Equoterapia, cada um atuando em função do plano terapêutico traçado, podendo ter maior participação em determinada fase e menor em outra, dependendo da evolução do praticante. Dentre esses profissionais se encontram: médico, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, pedagogo, educador físico, instrutor de equitação e demais profissionais da área de equitação e do trato animal.[3]

O fisioterapeuta busca basicamente a estimulação do equilíbrio, a modulação do tônus muscular, a prática da integração sensorial e dos ganhos motores e uma maior independência ao praticante, estimulando-o como participador ativo da terapia.[4]


A Equoterapia, com todos esses cuidados no tratamento, apresenta riquíssimos benefícios físicos, psicológicos e sociais. A melhora no equilíbrio e na postura, a coordenação motora geral e fina, a adequação do tônus muscular, a dissociação de movimentos, a consciência corporal, as melhorias na respiração e circulação, a integração dos sentidos, os ganhos obtidos nas atividades da vida diária, dentre outros, claramente notados.[3]


Podendo ser citadas algumas indicações:
paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, síndromes neurológicas (Down, West, Rett e outras), traumatismo cranioencefálico, déficits sensoriais, atraso maturativo, lesão raquimedular, autismo, hiperatividade, deficiência mental, alterações do comportamento, dificuldades da aprendizagem ou da linguagem etc.[3]


O cavalo possui três andaduras naturais – passo, trote e galope – as demais são adquiridas com o adestramento. Na equoterapia, as sessões são desenvolvidas com o cavalo ao passo. O trote e o galope são utilizados em programas mais avançados, quando os objetivos terapêuticos passam a não ser prioritários.[5]


O passo é uma andadura simétrica, marchada, ritmada a quatro tempos e basculante. É simétrico porque todos os movimentos produzidos de um lado da coluna vertebral ocorrem de forma igual no outro lado. É ritmado a quatro tempos pois se ouvem quatro batidas distintas que correspondem ao pousar dos membros do animal no solo. É basculante devido aos movimentos cervicais do cavalo.[5]


O passo é a andadura mais lenta, que resulta em menores e mais duradouras reações sobre o praticante, permitindo uma melhor observação e análise por parte da equipe que o acompanha.[2]


O movimento causado pelo passo se assemelha ao da marcha humana, pois o dorso do cavalo realiza um movimento tridimensional: para frente e para trás; para um lado e para outro; para cima e para baixo. Isso requer do praticante reações de equilíbrio e de retificação postural para que possa se manter sobre ele. Esse movimento é transmitido ao cérebro do praticante que por sua vez, manda informações ao corpo para que novos ajustes motores sejam realizados por meio do comportamento adaptativo, que é resultante também dos estímulos sensoriais da equoterapia.[6]


Existem algumas contraindicações absolutas ou relativas para a prática da equoterapia como, por exemplo, nos quadros inflamatórios e infecciosos; cifoses e escolioses acima de 30°; luxação e sub-luxação de quadril; instabilidade atlantoaxial; osteoporose; osteogênese; espondilólise, espondilolistese ou hérnia de disco intervertebral; epilepsia; obesidade; alergia ao pelo do cavalo; medo excessivo; problemas comportamentais do praticante que coloquem em risco sua segurança ou a da equipe; doença de Schuerman; cardiopatia grave; hemofilia.[5]


O presente trabalho nos possibilita um melhor entendimento da equoterapia, que utiliza o cavalo no contexto biopsicossocial, para garantir com qualidade a assistência nos aspectos motores e funcionais. Escolheu-se esse tema porque a Equoterapia ainda não apresenta reconhecida notoriedade perante os profissionais da área da saúde. Os escassos estudos na área representam um dos principais fatores de descrença, apesar da mesma ser muito benéfica.


Ressalta-se a necessidade de pesquisar mais sobre esse tema não muito valorizado, pois é um dos raros métodos que permite ao paciente vivenciar muitos acontecimentos ao mesmo tempo e no qual as ações, reações e informações são bastante numerosas.


Essa pesquisa tem como objetivo analisar os benefícios motores e funcionais através da equoterapia e como esse método ajuda na reabilitação desses pacientes para assim ter um melhor entendimento sobre o assunto.
2. MÉTODOS

Trata-se de uma revisão bibliográfica. A identificação dos artigos referentes aos anos de 2003 a 2013 realizado a partir da consulta on-line nos bancos de dados Lilacs, PubMed, MEDLINE e SciELO. Para o levantamento dos artigos, utilizamos as palavras-chave “Equoterapia, Fisioterapia e Reabilitação”. Foram incluídos artigos originais na língua portuguesa que abordavam a equoterapia como forma de terapia e excluídos textos não indexados, (livros e blogs).


Foram encontrados 30 artigos ao total, sendo utilizados somente 12 por conter um melhor e mais claro conteúdos de informações e por serem publicados em revistas científicas.


3. RESULTADOS


Nas enfermidades traumáticas e ortopédicas, devem ser adotadas algumas considerações no caso de Artrogripose que é quando o indivíduo nasce com modificações articulares, quando na prática equestre, ao montar, os movimentos do dorso do cavalo podem provocar dor até o ponto de ser incapaz de prosseguir na sessão, nestes casos, um arreamento especial pode ser necessário. As contraindicações são relativas aos procedimentos cirúrgicos para correções ortopédicas, já a Lordose pode ser indicada se a coluna vertebral apresentar certa flexibilidade e em caso de lesão nas unidades estruturais contraindicadas.[4]


Para o tratamento das modificações posturais a equoterapia desenvolve a reeducação e reabilitação motora e mental, mediante a rotina de atividades equestres com a intenção de desenvolver reações de orientação, melhoria do tempo de reação, potencializar a sutileza nas execuções e o discernimento espacial em função do alinhamento postural e lateral. Sabendo-se que a equoterapia é uma intervenção que tem como objetivo a obtenção da estabilidade postural e o alinhamento gravitacional do praticante, pois é de suma importância uma criteriosa avaliação visando correções efetivas de postura e alinhamentos.[4]


Os sentimentos desenvolvidos pelos praticantes nos atendimentos são: a ansiedade, a hiperatividade, emoção excessiva, sudorese, confiança exagerada, destemor, agressividade. Tais sentimentos devem ser compreendidos para que se possa reverter no caso de comportamentos negativos que em geral são agressões, e reforçados nos casos de comportamentos positivos através de expressões confiantes e encorajadoras. No decorrer das sessões, o equoterapeuta atua falando, sem desviar sua atenção para a realização do exercício, sempre focado no objetivo específico para aquela sessão. Nesta comunicação o equoterapeuta tem uma ação nas respostas físicas e verbais, auxiliando no posicionamento correto a cavalo, nos incentivos de vencer as dificuldades incrementando a autoestima, a segurança, a confiança, o desenvolvimento das relações de amizade e visando principalmente o autocontrole.[4]


O profissional deve realizar seus atendimentos consciente das necessidades de se seguir os objetivos traçados, sempre desempenhando de forma a ter sempre um menor gasto energético do praticante, isso pode ser alcançado fazendo com que o tronco fique o mais próximo possível da linha do eixo de equilíbrio do corpo do cavalo que seria a parte posterior da cernelha, localizado entre as duas espáduas do animal.[4]


Araujo et al (2011), realizaram estudo experimental controlado. A amostra foi composta de 17 idosos, divididos em: grupo experimental com sete idosos e grupo controle com dez. A aquisição dos dados da estabilometria foi realizada por meio da plataforma de força da marca AMTI (Force Measurement Systems). Para análise clínica do equilíbrio sentado, transferências de sentado para a posição em pé, estabilidade na deambulação e mudanças do curso da marcha, utilizou-se o teste Timed Upand Go. Na comparação das médias intragrupo por meio do teste de Wilcoxon, verificou-se aumento significante sobre as variáveis. A senescência tende a normalizar as medidas estabilométricas, sendo insuficiente, com esse número de sessões de equoterapia, apontando diferenças ligadas a essa intervenção. No entanto, essa frequência de tratamento foi suficiente como preditor de menor risco de quedas em idosos, uma vez que o teste mostrou diminuição significativa do tempo necessário para executá-lo.[7]
Ribeiro et al. (2011), realizaram um estudo experimental, descritivo e quantitativo. Participaram do estudo 10 crianças com diagnóstico clínico de Paralisia Cerebral, com diferentes comprometimentos motores. Os instrumentos utilizados neste estudo foram o Sistema de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS); Medição da Função Motora Grossa (GMFM-66) e a eletromiografia (EMG). Os instrumentos foram aplicados inicialmente em setembro de 2010 e após quatro meses de prática na equoterapia finalizando e colhendo novamente os dados em fevereiro de 2011. As atividades na equoterapia foram realizadas no Centro de Equoterapia do CRER – Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo, localizado em Goiânia, nas dependências da Polícia Montada (RPMON-GOIÂNIA). Num período de três meses, totalizando 19 sessões, todas as crianças participaram de um processo de reabilitação na equoterapia. As atividades foram baseadas em uma abordagem lúdica com montaria convencional e montaria invertida. As práticas de equoterapia foram realizadas em um picadeiro coberto, medindo 40 metros x 20,70 metros, com piso em areia, e também, utilizou–se percursos em terrenos irregulares, o atendimento foi realizado um vez por semana durante quatro meses, com duração de 30 minutos cada sessão, totalizando 19 sessões, sendo 2 sessões de avaliações. O resultado observado na dimensão D (posição ortostática) é estatisticamente muito significativo, corroborando com os objetivos esperados onde as atividades de equoterapia aumentaram o desempenho motor grosso na posição ortostática de crianças com Paralisia Cerebral. Para a criança na postura sentada em um banco em repouso não houve diferença estatisticamente significante. Os resultados obtidos nesta pesquisa foram satisfatórios, por mostrar a eficiência da equoterapia na função motora grossa e possível ativação musculares, que somados ao atendimento multiprofissional podem contribuir de maneira significativa na reabilitação da criança com Paralisia Cerebral.[4]


Clemente et al. (2010), realizaram um estudo composto por um paciente com diagnóstico de Distrofia Muscular Duchenne, 8 anos, cadeirante. Foram aplicados questionários na 1ª e na 12ª sessão. A terapia foi realizada com a duração de 30 minutos, sendo uma ses¬são por semana. Na Escala de Equilíbrio, observou-se na 1ª avaliação ausência do alinhamento de tronco e presente alinhamento de membro inferior, na 2ª avaliação adquiriu alinhamento de tronco e sem alinhamento de membro inferior. No equilíbrio dinâmico, no plano frontal e sagital, a amplitude de movimento evoluiu de incompleto para completo. Não ocorreram modificações no plano transversal. Na escala de EK, na 1ª avaliação apresentou um escore de 6 e na 2ª, evoluiu para 4. Escala de AUQEI: na 1ª e na 2ª avaliação não houve alteração, apresentando um resultado de 57 pontos. Observou-se melhora do alinhamento de tronco e funcionalidade para atividades diárias. A qualidade de vida se manteve.[8]


Regina et al. (2012), realizaram um estudo de tratamento com a utilização de exercícios lúdicos relacionados com a psicomotricidade através da equoterapia, sempre visando a motricidade fina e global, equilíbrios, força muscular, tônus muscular, reflexos tendinosos profundos e análise da marcha, para posteriormente, proporcionar-lhes a melhora do desenvolvimento neuromotor. Para a pesquisa, utilizou-se uma amostra de cinco pacientes portadores de Síndrome de Down, de diferentes faixas etárias, de ambos os sexos, a mesma foi composta de 10 sessões individuais de equoterapia.


Os pacientes submeteram-se a uma avaliação fisioterapêutica, a qual era composta pelos dados pessoais, anamnese onde constava a queixa principal, história da moléstia pregressa e atual, patologias associadas, se fazia uso de medicamentos, exames complementares, se já realizou algum tratamento. Concluiu-se que este programa, duas vezes por semana, resultou em benefícios significativos para os praticantes, sendo de extrema importância para melhorar a aquisição das funções psicomotoras. Após a aplicação do protocolo do tratamento em estudo pôde-se observar uma melhora na motricidade fina e global, equilíbrio estático e dinâmico e nas fases da marcha, proporcionando assim, maior independência aos pacientes. [9]


Helita et al. (2009), realizaram um estudo de caso em uma criança com Síndrome de Down, gênero masculino, 9 anos de idade, foi realizada uma avaliação do equilíbrio estático no laboratório de Biofoto¬grametria Computadorizada na clínica escola de fisioterapia da Uniararas. Ao total foram realizadas 16 sessões, sendo uma vez por semana, durante 50 minutos. A intervenção foi através do programa de equoterapia e o percurso utilizado foi em formato de figuras geométricas. Após a intervenção da equoterapia, o parti¬cipante realizou uma nova avaliação do equilíbrio estático. De maneira geral, verificou-se que com a in¬tervenção da Equoterapia a criança com Síndrome de Down apresentou melhora em seu equilíbrio estático. A equoterapia, como atividade terapêutica, contribuiu para maior alinhamento biomecânico e consequentemente ativação e sinergia muscular adequada.[10]


Copetti et al (2007), realizaram um estudo, do qual fizeram parte três crianças do sexo masculino com média de idade de 7,3 ± 2,08 anos. As análises foram realizadas intra-sujeitos, sendo o pós-teste realizado após treze sessões de tratamento. As intervenções com equoterapia tiveram duração de cinquenta minutos, com intervalos de sete dias. As coletas do comportamento angular do tornozelo e do joelho durante o andar no pré e pós-tratamento foram realizadas em laboratório, utilizando o sistema de análise de movimentos PeakMotus™. Observaram-se alterações significativas para a articulação do tornozelo para todos os sujeitos. Para a articulação do joelho, diferenças foram verificadas em momentos distintos do ciclo, não apresentando uma tendência observável.[11]
Silva et al.(2010), realizaram um estudo de caso em um sujeito de 51 anos, acometido de cegueira súbita há 4 anos, com diagnóstico de depressão, casado, pai de três filhos, com primeiro grau completo, ex-trabalhador em indústria de refrigerantes. Como não foram encontrados na literatura referências ao método de atendimento a portadores de cegueira em Equoterapia, foi elaborado um programa de intervenção específico visando ao seu desenvolvimento integral. O programa foi baseado na aplicação de técnicas de equitação, privilegiando exercícios que estimulassem o equilíbrio, o sentimento de segurança, a utilização dos outros sentidos, a independência. Realizaram-se, num período de oito meses, sessões semanais de Equoterapia, com 30 minutos de duração, totalizando 24 (vinte e quatro) sessões. Durante a realização das sessões, seguiu-se o programa pré-estabelecido, sofrendo algumas alterações devido ao progresso alcançado pelo paciente no fator independência. Ao fim do tratamento, observaram-se mudanças de comportamentos emocionais e físicos, aponta para uma melhora do equilíbrio, da marcha, da postura, da segurança, da independência, do uso dos outros sentidos e da coordenação dos movimentos. A análise qualitativa das entrevistas aponta para uma melhora da autoestima e autoconfiança, do sentimento de segurança. De maneira geral, também houve uma acentuada melhora do quadro depressivo.[12]


Espindula et al.(2008),realizaram um estudo com 9 crianças autistas com idades entre 8 à 17 anos, que frequentam à APAE de Uberaba, realizando atividades de Equoterapia uma vez por semana.


Analisaram as áreas que compreendem o desenvolvimento perceptivo, a percepção auditiva; percepção tátil, percepção espacial; desenvolvimento da motricidade e movimentos corporais; área emocional e social; desenvolvimento na sessão de Equoterapia.


Teste utilizado foi o Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com Deficiência de Comunicação (Teacch I).
Observaram que a equoterapia é um método eficaz já que com ela conseguimos proporcionar aos praticantes autistas melhoras após os estudos realizados nas áreas relacionadas percebeu-se uma melhora significativa essa evolução é variável de acordo com a fase de desenvolvimento de cada criança. Esse estudo confirmou que a Equoterapia promove nos praticantes autistas melhoras na qualidade de vida, proporcionando-lhes confiança e ganho da autoestima. [13]


4. CONCLUSÃO


Concluiu-se que a equoterapia é de inteira importância para o tratamento de diversas patologias, tanto em crianças quanto em idosos, melhorando o equilíbrio, mudanças de comportamentos emocionais e físicos, da marcha, da postura, da segurança, da independência, do uso dos outros sentidos e da coordenação dos movimentos. Sendo assim, um dos aspectos mais importantes nesse tipo de tratamento é que se conscientizam crianças e jovens de suas capacidades e não de suas incapacidades, trabalhando o deficiente como um todo, tanto pelo lado psíquico como pelo somático, e mostrar também como a fisioterapia atua na equoterapia que tem como finalidade proporcionar ao praticante portador de deficiência, a prevenção e o tratamento de patologias, bem como a reabilitação e desenvolvimento de seu estado atual através do uso do cavalo, principalmente através do movimento tridimensional e multidirecional.


Faz-se necessário a abertura de centros de equoterapia para uma melhor valorização da técnica e inclusão do atendimento no Sistema Único de Saúde, ampliando assim os recursos fisioterapêuticos, visando na melhora e no bem estar dos pacientes.


Foram encontrados poucos artigos originais e publicados, faltam pesquisas mais amplas com um número maior de amostras de participantes, e também com mais critérios avaliativos, para uma visão de forma ampla nos benefícios que a equoterapia poderá trazer aos pacientes.

REFERÊNCIAS

1. Marinho MS, Mara LW. A equoterapia como recurso terapêutico no equilíbrio do idoso.
RBCEH 2010:7(1):144-53


2. Barbieri JF. Os benefícios da equoterapia no tratamento de portadores da síndrome de Down, 2008, Monografia de Conclusão de Curso apresentada ao Curso de Fisioterapia da Universidade Veiga de Almeida – Rio de Janeiro.


3. Campos CS, Faria MRGV, Aguiar JGG. Equoterapia – O Enfoque Psicoterapêutico com Crianças Down. Trabalho de conclusão de curso em Psicologia na Universidade Católica de Goiás.


4. Bezzerra LM. Equoterapia: tratamento terapêutico na reabilitação de pessoas com necessidades especiais,2011,Trabalho de conclusão de curso de graduação em Educação Fisica na Faculdade do Nordeste – FANOR,Fortaleza .


5. Brilinger CO, A INFLUÊNCIA DA EQUOTERAPIA NO DESENVOLVIMENTO MOTOR DO PORTADOR DE SÍNDROME DE DOWN: ESTUDO DE UM CASO, 2005. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Fisioterapia na Universidade do Sul de Santa Catarina.


6. Marcelino JFQ, Melo ZM. Equoterapia: suas repercussões nas relações familiares da criança com atraso de desenvolvimento por prematuridade. Estudos de Psicologia Campinas 2006:23(3):279-8.


7.Araujo TB, Silva NA, Costa JN, Pereira MM, Safons MP. Efeito da equoterapia no equilíbrio postural de idosos. Rev. Brasileira de Fisioterapia 2011;15(5):41-9.


8.Clemente PM, Santos LP, Chaves ACX, Fávero FM, Fontes SV, Oliveira ASB, et al.A equoterapia na distrofia muscular de Duchenne: avaliação da função, equilíbrio e qualidade de vida. Rev Neurocienc 2010:18(4):479-8.


9. Schelbauer CR, Pereira PA. Os efeitos da equoterapia como recurso terapêutico associado com a psicomotricidade em pacientes portadores de síndrome de Down. Rev. interdisciplinar v. 1, n. 1, 2012.


10. Meneghetti CHZ, Porto CHS, Iwabe C, Poletti S. Intervenção da equoterapia no equilíbrio estático de criança com síndrome de Down. Rev Neurocien 2009;17(4):392-6


11. Copetti F , Mota CB , Graup S , Menezes KM, Venturini EB. Comportamento angular do andar de crianças com síndrome de Down após intervenção com equoterapia. Rev. bras. fisioter. 2007: 11(6):503-7.


12. Silva JP, Aguiar OX. Equoterapia em crianças com necessidades especiais. Rev. Científica Eletrônica de Psicologia 2008:6(11) 806-25.


13- Espindula AP, Efeitos da Equoterapia em Praticantes Autistas,2008. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Pós-Graduação em Patolgia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Keylla Mayara Gonçalves Santos

por Keylla Mayara Gonçalves Santos

KEYLLA MAYARA GONÇALVES SANTOS Avenida Murilo Dantas- farolandia -Aracaju- SE - CEP 21276-541 Telefone: (79) 88441485- E-Mail: keyllamayara18@hotmail.com Idade: 24 Anos - Estado Civil: Solteiro Formação Acadêmica  Bacharelado em Fisioterapia- FASE -Formada (esperando a retirada do diploma e CREFITTO Experiência Profissional  2013-2014 - Estágio

Portal Educação

UOL CURSOS TECNOLOGIA EDUCACIONAL LTDA, com sede na cidade de São Paulo, SP, na Alameda Barão de Limeira, 425, 7º andar - Santa Cecília CEP 01202-001 CNPJ: 17.543.049/0001-93