Fisioterapeuta empreendedor: um novo perfil

O "vírus empreendendor" também atingiu o ramo da fisioterapia
O "vírus empreendendor" também atingiu o ramo da fisioterapia

Fisioterapia

13/11/2012

Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), o fisioterapeuta é um profissional de saúde, com formação acadêmica superior, habilitado à construção do diagnóstico dos distúrbios cinéticos funcionais, a prescrição das condutas fisioterapêuticas, a sua ordenação e indução no paciente bem como, o acompanhamento da evolução do quadro clínico funcional e as condições para alta do serviço. Atua nas áreas de fisioterapia clínica, saúde coletiva, educação, esporte e indústria de equipamentos de uso fisioterapêutico. Mas um novo perfil de profissional tem crescido nos últimos anos: o fisioterapeuta empreendedor.

Afinal, quem é que não gosta de ter autonomia para gerir da forma que melhor lhe aprouver? Embora seja muito mais cômodo trabalhar por conta de outrem, onde a vantagem dessa escolha é a quase isenção de riscos, nota-se uma grande revolução na sociedade. Trata-se da substituição da "síndrome do empregado", conhecida também por "síndrome da dependência", onde, o portador dessa enfermidade depende de alguém que crie um trabalho para ela, pelo "vírus empreendedor".

O empreendedor, mais do que simplesmente proprietário de um negócio, é aquele que corre riscos, vislumbra oportunidades, antecipa-se em relação aos demais na consolidação de ações empreendedoras específicas, são trabalhadores incansáveis, visionários, utilizam-se de fontes de informações preliminares e da rede de relações sociais na estruturação de suas atividades. Note que há uma distinção entre profissão e atuação empreendedora, uma vez que a "paixão empreendedora" e o "espírito empreendedor" não se configuram como uma profissão.

Vários fatores contribuem para aumentar a necessidade de inovação e planejamento no cenário atual da fisioterapia, entre os quais se podem destacar o aumento da exigência dos clientes; a crescente concorrência das clínicas e atendimentos homecare; o avanço no conhecimento científico do corpo e da mente humana e a consequente proliferação de técnicas fisioterápicas e o alto número de profissionais que se formam a cada ano, superando a oferta de empregos existentes. Cabe, portanto, um papel de destaque ao empreendedor, neste setor. Profissionais dispostos a criar uma nova perspectiva profissional; que ofereçam um trabalho de alto gabarito técnico e tenham uma visão de qualidade no serviço ao cliente.

Fontes

www.coffito.org.br Revista de Negócios, ISSN 1980-4431, Blumenau, v13, n. 1, p. 28 - 44, Janeiro/março 2008.

Empreendedorismo Em Fisioterapia. A Visão E O Planejamento de um Negócio Inovador. Vera Lucia Borsatto, 2006.

Revista Brasileira de Orientação Profissional, São Paulo, vol.13, n.1, Junho 2012.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Jamile Caroline Garbuglio de Araujo

por Jamile Caroline Garbuglio de Araujo

Fisioterapeuta, pós-graduanda em Reabilitação Cardiovascular no Hospital Israelita Albert Einstein. Em 2010, teve um artigo publicado na Revista Perspectivas Médicas. Em 2011, seu projeto de Iniciação Científica foi aprovado e apresentado nos Congressos FeSBE (Federação de Sociedades de Biologia Experimental) e CONIC (Congresso de Iniciação Científica).

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