Fotoproteção em crianças e adolescentes.

Evite expôr crianças em períodos prolongados e horários de intensidade solar.
Evite expôr crianças em períodos prolongados e horários de intensidade solar.

Estética e Beleza

21/09/2015

No Brasil a frequência dos cânceres de pele tem aumentado muito nos últimos 30 anos, e sua prevenção tornou-se uma prioridade em saúde pública (CESARINI, 2010).  O aumento na incidência de câncer de pele está fortemente relacionado a atividades ao ar livre e exposição excessiva.  Especialistas acreditam que quatro de cada cinco casos de câncer de pele pode ser evitado (WHO, 2015).  No entanto, na infância e adolescência caracteriza períodos críticos de exposição solar no que se trata no desenvolvimento do câncer de pele na idade adulta (CRIADO; MELO; OLIVEIRA, 2012), sobretudo, antes dos 20 anos de idade (BALK, 2011). É provável que crianças estejam mais expostas ao sol cerca de 2 a 3 horas diárias, sendo uma dose anual próxima de 3 vezes comparada à dose recebida de radiação solar por um adulto (WESSON; SILVERBERG, 2003).

Segundo o Jornal de Pediatria (2012), a exposição solar pode resultar em alterações no DNA dos melanócitos e consequentemente gerar um aumento no risco de carcinogênese em nevos melanocíticos na infância. Quanto maior a exposição à UV na infância ou adolescência, confere um maior risco no desenvolvimento de câncer de pele quando adultos, Segundo Balk, 2011, é relevante abordar assunto como este no âmbito de crianças com propensão a câncer de pele (como: pele clara, nevos e ou efélides e as com casos de melanoma familiar),

                        Já sendo provado por diversos estudos, que a incidência de câncer de pele não melanoma ao longo de anos pode ser reduzida em 78% com a utilização frequente e adequada dos fotoprotetores, sendo utilizados para testes FPS superior a 15, durante os dezoito primeiros anos de vida (SCHALKA, 2009). Diante desta realidade, cada vez mais as autoridades sanitárias em todo o mundo, vem se preocupando em tomar medidas preventivas sobre fotoproteção, colaborando assim como uma importante ferramenta para a conscientização do indivíduo sobre sua exposição demasiada ao sol sem proteção adequada. 

De acordo com Balk (2011), para um comportamento seguro e medidas de prevenção levantadas por diferentes organizações líderes em estudo de câncer de pele, deve-se evitar o bronzeamento; não se queimar; usar roupas protetoras e chapéus; estar à sombra; aplicar corretamente o filtro solar tópico; utilizar óculos de sol com proteção contra UVR. Na cartilha da Johnson & Johnson, organizada por SHALKA, 2009 p. 16, os fotoprotetores são elementos principais diante das estratégias de proteção, das quais, “deve se recomendar também o uso de protetor solar na infância a todas as faixas etárias acima de seis meses de idade”. 

Estudos mostram que, com a reeducação de hábito da população em relação à exposição solar e com a falta de informação, houve um aumento na incidência desses malefícios à pele. A maneira mais correta de se evitarem os malefícios que a exposição solar pode acarretar é o uso de barreiras físicas ou químicas, mudança para hábitos corretos de exposição e aplicação e uso de filtros solares adequados para cada tipo de pele (SACHI et al., 2013).

Vale a pena apostar em prevenção com nossas crianças e adolescentes.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Taís da Silva Furine

por Taís da Silva Furine

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