TITANIC DO SUL

Cerveja não pode faltar.
Cerveja não pode faltar.

Cotidiano e Bem-estar

19/09/2015

FIM DOS TEMPOS

É impressionante a passividade, o descaso, e a inércia mesmo em que um tal Gigante, depois de um breve despertar, se deitou e assiste a tudo, impassível, como se nem aí estivesse. Como se assistisse, ou melhor, se fosse um espectador extasiado em frente a uma imensa tela de projeção, assistindo o seu próprio país afundar, num lodaçal sem tamanho. Num mar de lamas interminável e, nem assim, o Gigante se manifesta, com coerência, deixando-se indolentemente, ser levado pelas águas mansas do atoleiro.

Também, fazer o que? O gigante está de mãos atadas. Superman, Batman e outros super heróis só existem em histórias em quadrinhos. “Oh, e agora, quem poderá nos defender?” Eu, diria o Chapolin Colorado, mas até este só existe em fantasias criadas por mentes geniais que já não existem mais.

O Gigante, o Titanic da América do Sul, sucumbe, agonizando nas mãos de uma oligarquia que, tal e qual o Tio Patinhas, nada no dinheiro, mas não o seu próprio, porém, o alheio. Disse bem um ministro do STF, mas ele esqueceu que não foi só um partido que transformou o país numa Cleptocracia e sim, todos os aliados, todos aqueles que se uniram para usurpar, espoliar, extorquir até o último centavo daquele que ajuda a construir a nação, O TRABALHADOR.

Indignados estão todos. Furiosos com os rumos que a cada dia a grande nave toma, submergindo assustadoramente e, sem que se possa fazer nada para salvá-la. E, olhando para tudo isso vem à lembrança uma trilogia futurista, uma excelente ficção cinematográfica, que mais parecia uma profecia dos tempos atuais, Matrix.

Nas ruas, o povo apressado, indo para o trabalho ou fazer compras ou qualquer outra atividade rotineira que, tornou-se uma mecânica. O ser humano anda, mas não vê. Fala mas não escuta as próprias palavras. Anda porque tem que fazer aquele percurso diariamente. Um automatismo total, e ninguém percebe e nem pode perceber.

As pessoas não se dão conta de nada. Durante o expediente, se você perguntar as horas a alguém, naturalmente a pessoa irá olhar para o pulso e dizer as horas. Logo depois, olhará de novo, porque agiu mecanicamente sem se dar conta do ato anterior. Nesse período, antecedendo os últimos sessenta minutos para o fim do expediente, esse mesmo gesto de olhar insistentemente para o relógio, torcendo para que o último minuto passe tão rápido quanto um supersônico, se repetirá, enchendo de ansiedade o funcionário. Nesse instante, há como que um despertar para algo que, realmente, traga prazer.

E nesse momento, parece que retorna a lucidez. É como um renascer das cinzas. Há algo além que trará mais motivação para o término de mais um dia. Algo muito satisfatório, nem que seja o simples prazer de chegar em casa, tomar um relaxante banho, jantar e deitar para dormir e acordar cedo, na manhã seguinte, para mais uma rotina de trabalho estafante e entediante.

E assim passam-se os dias. Todos na Matrix cumprindo a sua função de fantoches, para satisfazer as necessidades primordiais. Por que lutar? Para que manifestar, saindo às ruas, gritar "Abaixo o governo", "abaixo a corrupção", abaixo isso, abaixo aquilo, fora fulano, fora cicrano...

No fundo, nem todos estão errados ou estão todos errados. Antes, parecia haver-se convencionado que, nas eleições, não votariam mais naqueles que eram apontados como corruptos, etc.

Vem as eleições e nada muda. Tudo como Dantes, no quartel de Abrantes. A corrupção campeia, aumenta e nada é feito. As leis, obsoletas, não funcionam. Nada funciona. O país entregue às moscas, ratos e baratas. O desânimo é total. Lutar para que? Brigar por quê? Está tudo bem assim, futebol, praia, carnaval e cerveja. Não falta nada. Tem-se futebol, a alegria do povo, praia aos fins de semana, em Fevereiro nem sempre, mas tem carnaval. Cerveja não pode faltar, pode até dobrar de preço, pode faltar tudo, menos a cerveja gelada, a pinga... E a vida continua... Até quando?

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


José Roberto da Silva Manso

por José Roberto da Silva Manso

Técnico de enfermagem(1981); (2002)formação básica em teologia; (2005)curso de formação política pelo Inst. Álvaro Valle/PL; Roteirista/CVT-FAETEC-2013; Bacharel em teologia/Universidade da Bíblia e Faculdade Teológica Nacional/2015; Como Produzir um Curso a Distância /Portal educação 2015; MESTRADO/FacTeolNacional 2016; Curso Formação Política/UALB-UNIV.LEONEL BRIZOLA-PDT,2016;

Portal Educação

UOL CURSOS TECNOLOGIA EDUCACIONAL LTDA, com sede na cidade de São Paulo, SP, na Alameda Barão de Limeira, 425, 7º andar - Santa Cecília CEP 01202-001 CNPJ: 17.543.049/0001-93