O complemento nominal pode complementar substantivos e adjetivos
Concursos Públicos
03/04/2013
Vimos que o verbo – sozinho – muitas vezes não é capaz de formar o predicado, necessitando assim de um complemento verbal.
Da mesma forma, o nome também pode ter uma significação incompleta e necessitar, por isso, de um complemento.
Observe as frases e compare:
- “Crer em Deus conforta os homens.”
Complemento do verbo “crer”
- “A crença em Deus conforta os homens.”
Complemento do nome (substantivo) “crença”
Se pensarmos que “crença em Deus” está para “crer em Deus”, perceberemos que a expressão “em Deus” - em relação ao verbo “crer” – é complemento verbal e que a mesma expressão – em relação ao nome “crença” – também será um complemento, no caso, complemento nominal.
O complemento nominal pode aparecer complementando substantivos, adjetivos ou advérbios:
- “A invenção da imprensa aproximou os povos.”
O substantivo invenção foi complementado pela locução da imprensa. Logo, da imprensa é complemento nominal do substantivo (nome) invenção.
- “Cigarro é prejudicial ao organismo.”
O adjetivo prejudicial foi complementado pela locução ao organismo. Logo, ao organismo é complemento nominal do adjetivo (nome) prejudicial.
- “Independentemente do empréstimo, construirei a casa.”
O advérbio independentemente foi complementado pela locução do empréstimo. Logo, do empréstimo é complemento nominal do advérbio (nome) independentemente.
ATENÇÃO:
O complemento nominal (= CN) é sempre iniciado por uma preposição.
Há também casos em que o complemento nominal é representado por uma oração.
Nesses casos, não dizemos complemento nominal, mas oração substantiva completiva nominal, visto que se o núcleo do complemento nominal tem como base um substantivo, a oração também será chamada de substantiva.
- “Tinha necessidade de que o ajudassem.”
O substantivo necessidade foi complementado pela oração de que o ajudassem. Esta, por sua vez, é uma oração substantiva completiva nominal.
O complemento nominal pode ainda ser representado por um pronome oblíquo. Nesse caso, a preposição está implícita no pronome:
- “Carla olhou bem para Tiago e beijou-lhe o rosto carinhosamente.”
O pronome oblíquo lhe, nesse caso, funciona como adjunto adnominal, pois na verdade lhe pode ser facilmente substituído pelos possessivos seu ou dele: Carla olhou bem par Tiago e beijou o seu rosto carinhosamente ou... Beijou o rosto dele carinhosamente. Nesse caso, tanto seu quanto dele modificam o substantivo rosto, sendo, para este, adjunto adnominal.
Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.
por Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.
UOL CURSOS TECNOLOGIA EDUCACIONAL LTDA, com sede na cidade de São Paulo, SP, na Alameda Barão de Limeira, 425, 7º andar - Santa Cecília CEP 01202-001 CNPJ: 17.543.049/0001-93