Como superar a dor das perdas na tragédia de Santa Maria no Rio Grande do Sul?

Administração e Gestão

29/01/2013

No final de uma semana de notícias trágicas, fica a pergunta: Como isso pode aconteceu? E por quê? Como superar a perda de uma pessoa querida? Existe uma forma melhor de enfrentar as mortes como estas que aconteceram na boate Kiss em Santa Maria no Rio Grande do Sul? Como continuar a viver sem a pessoa que era o motivo do nosso viver? O que poderíamos dizer às famílias que perderam jovens tão saudáveis e com um futuro brilhante pela frente?

A dor que sentimos quando perdemos alguém é a maior que podemos passar na vida. Não há dor que se copare a essa. Não há dor que se copare a essa. Principalmente quando vem acompanhada de uma tragédia como a esta de Santa Maria. Pergunte a qualquer pessoa que já sofreu esta dor, qualquer um daria tudo o que tem; suas riquezas e até uma parte de seu corpo para não perder um ente querido.

A morte não espera e nem negocia. Não obedece ao tempo e muito menos os sonhos individuais. Aparece quando menos esperamos, até em uma festa como a que os jovens participavam na boate Kiss. Ela arruína todas as nossas expectativas de vida, todos os nossos sonhos. Nos cemitérios de todo planeta, estão enterradas as maiores riquezas do mundo, tesouros impossíveis de contabilizar, lá estão empreendimentos que não foram construídos, invenções que não foram criadas, livros que não foram escritos, curas para doenças que não foram inventadas, sonhos que não foram realizados.

Isso porque a morte entra de uma forma selvagem em nossas vidas. Não só na vida de quem se vai, mas também na vida de quem fica. Nos que ficam, mata aos poucos o coração de uma pessoa e estraçalha seus sonhos. Nestes últimos dias, vemos a dor estampada em todos os noticiários, destruindo a força que estas pessoas têm para viver parecendo que vai dizimá-las por inteiro.

Vemos em suas faces uma dor que insistirá em não ir embora, pelo contrário, parece os levar junto com quem partiu. Não dá para dimensionar este sentimento horrível, que fatalmente chegará a algum momento de qualquer pessoa neste mundo, dilacerando seus corações por mais que se queira evitar. No fim, a morte não é nossa perda maior. Nossa perda maior é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.

Esta morte que ocorre no coração dos que ficam a medida que entendem que não poderão mais conversar com a pessoa que faleceu, ouvir sua voz, saber sua opinião ou tocá-la, vê-la se formando, tendo filhos, construindo seu futuro. Na vida dos familiares e amigos destes jovens estudantes que partiram, as horas parecerão dias, os dias parecerão semanas e, de repente, ao olharem para o calendário, verificarão que passaram longos anos.

Manter-se-á inalterável a lembrança do perfume, do gesto, do sorriso. O tempo não apaga, mas aconchega a dor. Por mais que procuremos entendê-la, quando ela nos surpreende com a sua "visita" ficamos sem saber o que pensar. Afinal a morte acaba com todas as certezas que supúnhamos ter. Por mais que procuremos entendê-la, quando ela nos surpreende com a sua "visita" ficamos sem saber o que pensar.

Afinal a morte acaba com todas as certezas que supúnhamos ter. É uma fase repleta de emoções tremendamente dolorosas sentidas cotidianamente. Em resumo, é a própria morte vivida na terra. É uma dor maior que a própria pessoa e que parece que vai matá-la. Mas isso não é possível de acontecer sem ser de forma trágica.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.


Clailton Luiz

por Clailton Luiz

Empresário no ramo gastronômico, Escritor, Teólogo, Especialista em Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Coach, Palestrante, Analista comportamental pela Coaching Assessment.

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